Quarta-feira, 31 de Maio de 2006

Hipocrisia na Educação

Sócrates: qualificação dos portugueses é a sua grande batalha

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o aumento da qualificação dos portugueses é a «grande batalha» do seu Governo e defendeu que a obrigação do Estado é dar oportunidades de formação aos seus cidadãos.

«Se perguntarmos a um militar o que é estratégia, ele dirá que é escolher o sítio em que quer lutar. Este Governo também já fez a escolha onde quer lutar, que é no terreno da qualificação», afirmou José Sócrates, depois de presidir à sessão de lançamento de 122 novos centros de Reconhecimento, Validade e Certificação de Competências (RVCC), em Lisboa.

«Só a cegueira é que justifica que Portugal tenha estado tantos anos sem reconhecer essas competências adquiridas ao longo de uma vida de trabalho por parte de muitos cidadãos», acrescentou.

José Sócrates declarou também que «o dever do Estado é dar oportunidades para que cada cidadão possa realizar o seu potencial» e acabar com a visão «de segregação social no acesso ao conhecimento, que prevaleceu em Portugal antes da formação do Estado democrático».


COMENTÁRIO Nem acredito no que ouvi dizer ao Primeiro Ministro. Parece de esquerda! Pelo menos neste discurso. Mas lamento, pois não acredito que seja sua convicção, nem sua intenção a igualdade de oportunidades na educação e na formação dos cidadãos. Como justifica então, ainda não ter demitido a Ministra da Educação, que trava uma guerra injusta para com os formadores deste país, deixando-os à beira de um ataque de nervos. Já estamos habituados, a estes engenheiros que fazem da educação uma bandeira. Cada vez mais nos deparamos com sistemas de avaliação injustos, com escolas sem condições, com abandono por motivos financeiros, com processos de Bolonha. Ó Srº. Primeiro Ministro, a mim não me engana, toda esta mercantilizarão da educação, que está incluída na sua orientação para a privatização dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, tem por objectivo pôr ao serviço do capitalismo um negócio rentável e um importante instrumento para a dominação ideológica.

publicado por ummundomelhor às 22:36
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Terça-feira, 30 de Maio de 2006

Chateiam-se as comadres sabem-se as verdades...

Paulo Morais: «Portugal vive num sistema cartelizado»


Paulo Morais, ex-vice-presidente e vereador para o Urbanismo na Câmara Municipal do Porto, voltou a garantir que existe «um tráfico generalizado de influências» nas obras públicas, em Portugal, país dominado por «um grupo restrito de pessoas». No entanto, assegura, o Ministério Público tem «informação bastante para intervir».

Garantindo que para mudar o sistema «são precisos políticos com coluna vertebral» e que «em Portugal temos políticos que não são mais do marionetas ao serviço de interesses obscuros», Paulo Morais denuncia «um tráfico de influências generalizado» nas obras públicas, ao mesmo tempo que recorda que «a maioria dos partidos e da vida partidária é financiada por empreiteiros e imobiliárias, uma situação dramática», de «sistema cartelizado: um grupo restrito de pessoas domina o País». As «corporações que já mandavam em Portugal antes do 25 de Abril», precisa.

Na opinião do ex-autarca, este é um problema que «atravessa transversalmente quase todos os partidos», embora se exerça «com maior relevo nos partidos do poder», sendo que em «quase todos» eles existem, segundo Paulo Morais, políticos com avenças de empreiteiros.

Ainda assim, Paulo Morais estranha o «inexplicável silêncio» da parte de alguns dirigentes nacionais do PSD na sequência das acusações que proferiu, embora defenda a posição do líder Marques Mendes, que, «em função das posições que tem vindo a tomar», «pode induzir uma mudança no regime»


COMENTÁRIO Se Paulo Morais o diz... Ele, que esteve imiscuido no pelouro directamente ligado a estas acusações, saberá com certeza fundamentar-las. Não me parece que seja um caso de vingança, mas sim uma denúncia, que não nos surpreende pela constatação de uma realidade, mas sim por ter sido proferida por um correlegionário de um sistema putrido e sectário. O diagnóstico traçado é preciso e directo, apontando a etiologia de um dos mais graves problemas que atinge a nossa sociedade, a corrupção. Corroboro a sua opinião.

Este maquiavelismo serventil, da classe política que nos governa à 30 anos, para com o lobi do betão, dos interesses obscuros, tem de acabar...

Esta corrupção política que permite que as leis e as políticas do governo sejam usadas para beneficiar os agentes económicos corruptos (tanto os que dão e os que recebem subornos ) e não a população do país como um todo, tem de acabar...

A corrupção que provoca distorções económicas no sector público direccionando o investimento de áreas básicas como a educação, saúde e segurança para projectos em áreas em que o suborno e comissões são maiores, tem de acabar...

Não podemos ficar consternados a olhar, temos de agir, sob pena de estar-mos a ser coniventes e cúmplices...

publicado por ummundomelhor às 08:51
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Segunda-feira, 29 de Maio de 2006

Prémio Extremadura a la Creación

Eduardo Lourenço recebe Prémio Extremadura a la Creación
       O pensador Eduardo Lourenço é um dos distinguidos com o Prémio Extremadura a la Creación, instituído pelo Governo regional daquela região autónoma espanhola, foi anunciado esta segunda-feira em Cáceres.
       
Presidiu ao júri o escritor José Saramago, que explicou que Eduardo Lourenço «viaja dentro da literatura e procura o ponto de vista filosófico e sociológico, com uma fina análise ao nível dos grandes pensadores ibéricos como Miguel Unamuno, o que não é pouco».
       Eduardo Lourenço é um ensaísta português Nasceu em São Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, distrito da Guarda, a 29 de Maio de 1923. Em 1998 recebe o Prémio Europeu de Ensaio. Em 1996 recebe o Prémio Camões. Publicou diversas obras e é um dos mais prestigiados intelectuais europeus.
          Após o 25 DE ABRIL transformou-se num observador privilegiado e respeitado da cena política, social e cultural do país. Inicialmente influenciada quer pela leitura de Husserl, Kierkegaard, Nietzsche, Heidegger ou Sartre, quer pelo conhecimento das obras de Dostoievsky, Kafka ou Camus, a sua mundividência foi associada à de um certo existencialismo, sobretudo por volta dos anos cinquenta, altura em que colaborou na Árvore e se tornou amigo de Vergílio Ferreira.



COMENTÁRIO   Presto assim a minha singela homenagem a um pensador, meu conterrâneo,  embora discordando algumas vezes das suas opiniões ( quem sou eu para o fazer ! ), como por exemplo no livro O Fascismo Nunca Existiu, 1976.

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publicado por ummundomelhor às 18:34
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Sexta-feira, 26 de Maio de 2006

Hipocrisia a quanto obrigas

Cavaco "desconfortado" com a pobreza traça Roteiro para a Inclusão

No dia 25 de Abril, Cavaco Silva "não quis maçar os deputados com os números" que atestam a liderança portuguesa da União Europeia na desigualdade de distribuição de rendimentos. Mas surpreendeu-os ao escolher o combate à exclusão social como causa nacional. Um mês depois, passou das palavras aos actos. Traçou o "Roteiro para a Inclusão" e chamou a Belém os directores de informação para o divulgar. Na segunda-feira, começa em Alcoutim um périplo que o levará também a Mértola e, na terça, a Monsaraz, Portalegre e Vila Velha de Ródão

comentário    Quando a Igreja e a direita levantam a bandeira da pobreza e da exclusão social, fico muito apreensivo. Será que a vão combater com a cessação dos privilégios e regalias da igreja, com a distribuição dos lucros, com a diminuição das reformas chorudas e dos vencimentos milionários dos administradores? Não, pois para eles isso seria  inconstitucional . Deixem-se dessa hipocrisia leviana e perigosa. Já não temos tempo nem dinheiro para estes malabarismos.

publicado por ummundomelhor às 16:10
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2006

Afinal quem paga a crise

Salário médio real da função pública continua a cair
    O salário médio real da função pública tem vindo a desvalorizar-se nos últimos anos, sobretudo ao nível dos quadros técnicos, afirma um estudo a apresentar no congresso do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado que começa esta quarta-feira, refere a edição do Jornal de Negócios.
     De acordo com uma análise a apresentar no congresso sobre a evolução das remunerações do trabalho, o que qual cita dados do Instituto Nacional de Estatística e do Ministério da Finanças, a desvalorização salarial vai continuar este ano, com um decréscimo real dos salários da função pública.
    Este ano os funcionários públicos tiveram um aumento salarial de 1,5% e a previsão oficial da inflação é de 2,6%.
    Entre 1995 e 2003 o salário médio da função pública evoluiu de 1.171 euros para 2.158 euros, mantendo-se abaixo dos restantes 14 países europeus e contrariando a máxima de que os funcionários públicos portugueses têm salários elevados.

COMENTÁRIO
  Só espero que os eleitores do P.S. - P.S.D./ CDS-PP já tenham começado a fazer a sua quotização, para começarem a pagar a crise. Eu já estou farto...
publicado por ummundomelhor às 13:37
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2006

Prémio Camões 2006

O escritor angolano José Luandino Vieira recusou o Prémio Camões 2006, que lhe foi atribuído na passada sexta-feira, revelou esta quarta-feira o Ministério da Cultura.
    José Luandino Vieira, nascido na Lagoa do Furadouro (Portugal) em 4 de Maio de 1935 é cidadão angolano pela sua participação no movimento de libertação nacional e contribuição no nascimento da República Popular de Angola. Passou toda a infância e juventude em Luanda onde frequentou e terminou o ensino secundário. Trabalhou em diversas profissões até ser preso em 1959 (Processo dos 50), é depois libertado e posteriormente (1961) de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1954, para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde passou 8 anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra na grande maioria escrita nas diversas prisões por onde passou.
    Depois da Independência foi nomeado para a Televisão Popular de Angola, que organizou e dirigiu de 1975 a 1978; para o D. O. R. (Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA) que dirigiu até 1979; para o I. A. C. (Instituto Angolano de Cinema) que organizou e dirigiu de 1979 a 1984.
Membro fundador da União dos Escritores Angolanos exerceu a função de Secretário-Geral desde a sua fundação – 10-12-1975 – até 31-12-1980.
Foi Secretário-Geral Adjunto da Associação dos Escritores Afroasiáticos, de 1979 a 1984; e de novo Secretário-Geral da União dos Escritores Angolanos, de 1985 a 1992.
    Após o colapso das 1.ªs eleições em 1992 e do recrudescimento da guerra civil, abandonou a vida pública, dedicando-se unicamente à literatura.
    De acordo com uma nota de Imprensa difundida pelo ministério, o escritor justificou a recusa do galardão literário, no valor de cem mil euros, evocando “razões pessoais íntimas”.

COMENTÁRIO  Aqui fica a minha sincera e singela homenagem, a um combatente pela liberdade...

publicado por ummundomelhor às 17:52
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O Direito à Liberdade comprometido

PSD quer gestores profissionais à frente das escolas

    Cada escola deve ter um modelo educativo próprio, definido em contrato de autonomia celebrado com o Ministério da Educação, e ser dirigida por um director escolhido pela assembleia da escola, não necessariamente professor, mais um gestor profissional a quem seja reconhecido «mérito individual» para a função.
        É este o modelo de escola que o PSD propõe no «novo regime de gestão e autonomia do ensino pré-escolar, básico e secundário», cuja proposta de lei entra amanhã, quinta-feira, no Parlamento.


COMENTÁRIO   O ensino não pode ser um negócio, deve ser um investimento sem um retorno a curto prazo. Cabe ao Governo exercer directamente essa função. Esta desculpa, a dos modelos educativos próprios, não serve para outra coisa se não a da formação à revelia da Liberdade de ensino. Condiciona os professores, que terão de prestar vassalagem a um estranho, lecionando teorias impostas. Chega de ensino à moda da Universidade Católica, que só forma gestores coniventes com o neo-liberalismo. O 25 de Abril não pode ser traído desta maneira... VIVA A LIBERDADE...
publicado por ummundomelhor às 12:21
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