Sexta-feira, 19 de Maio de 2006

O último que feche a porta

Estado sai do capital da Portucel


O secretário de Estado da Industria, Castro Guerra, afirmou que o Estado vai alienar a totalidade do capital que dispõe na Portucel (cerca de 25%)

O Conselho de Ministros aprovou um investimento na Portucel no valor de 557,2 milhões de euros para a modernização de unidades industriais do grupo e para a construção de uma nova fábrica na Mitrena, concelho de Setúbal.

O Estado vai conceder à empresa Portucel incentivos financeiros na ordem dos 100 milhões de euros e incentivos fiscais no valor de 75 milhões de euros.

Um membro do Governo declarou que «Com estes investimentos, a Portucel passará a estar mais integrada do ponto de vista vertical - além de pasta de papel, também exportará papel - e passará a ser a quinta maior empresa do sector dentro da União Europeia».

Ainda de acordo com Governo, os investimentos criarão cerca de 180 novos postos de trabalho e a empresa «duplicará em termos quantitativos e de valor as suas exportações», que, a partir de 2008, deverão ser superiores a 500 milhões de euros ano.

No que respeita ao processo de privatização da Portucel, em que o Estado detém uma participação de cerca de 25% do capital, o secretário de Estado da Industria defendeu que «não há qualquer vantagem na hipótese de o Estado manter uma participação na empresa».

Além das resoluções que aprovam os contratos de investimento da Portucel, o Conselho de Ministros aprovou ainda um decreto lei que estabelece uma isenção faseada e progressiva das taxas aplicáveis à importação e comércio de clorato de sódio quando destinado à utilização na indústria de produção de pasta de celulose.



COMENTÁRIO O Estado, gestor do dinheiro dos contribuintes, vai alienar mais algum do nosso património. E de que maneira o vai fazer? Vai dar quase 560 milhões de euros, com a desculpa de transformar a Portucel numa empresa altamente rentável ; depois vai “oferece-la” ao capital estrangeiro com isenções fiscais. Devendo, em contra partida, colocar lá mais alguns gestores da sua confiança, milionariamente pagos. Não será esta operação um atestado de incompetência de quem nos governa? Porquê privatizar a Portucel, se ela se vai tornar rentável? Porque é que o capital estrangeiro beneficia sempre de isenção fiscal? Porque é que nos atiram areia para os olhos, com a promessa da criação de novos postos de trabalho, quando todos sabemos que cessados estes benefícios as empresas mudam de paragens, impunemente, sem as respectivas sanções, aumentando o desemprego e a precaridade. Mas para estas políticas egocêntricas de direita que põem o país a saque, não há problema pois como diz o povo “o último que feche a porta”.

publicado por ummundomelhor às 11:01
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