Quarta-feira, 24 de Maio de 2006

Prémio Camões 2006

O escritor angolano José Luandino Vieira recusou o Prémio Camões 2006, que lhe foi atribuído na passada sexta-feira, revelou esta quarta-feira o Ministério da Cultura.
    José Luandino Vieira, nascido na Lagoa do Furadouro (Portugal) em 4 de Maio de 1935 é cidadão angolano pela sua participação no movimento de libertação nacional e contribuição no nascimento da República Popular de Angola. Passou toda a infância e juventude em Luanda onde frequentou e terminou o ensino secundário. Trabalhou em diversas profissões até ser preso em 1959 (Processo dos 50), é depois libertado e posteriormente (1961) de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1954, para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde passou 8 anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra na grande maioria escrita nas diversas prisões por onde passou.
    Depois da Independência foi nomeado para a Televisão Popular de Angola, que organizou e dirigiu de 1975 a 1978; para o D. O. R. (Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA) que dirigiu até 1979; para o I. A. C. (Instituto Angolano de Cinema) que organizou e dirigiu de 1979 a 1984.
Membro fundador da União dos Escritores Angolanos exerceu a função de Secretário-Geral desde a sua fundação – 10-12-1975 – até 31-12-1980.
Foi Secretário-Geral Adjunto da Associação dos Escritores Afroasiáticos, de 1979 a 1984; e de novo Secretário-Geral da União dos Escritores Angolanos, de 1985 a 1992.
    Após o colapso das 1.ªs eleições em 1992 e do recrudescimento da guerra civil, abandonou a vida pública, dedicando-se unicamente à literatura.
    De acordo com uma nota de Imprensa difundida pelo ministério, o escritor justificou a recusa do galardão literário, no valor de cem mil euros, evocando “razões pessoais íntimas”.

COMENTÁRIO  Aqui fica a minha sincera e singela homenagem, a um combatente pela liberdade...

publicado por ummundomelhor às 17:52
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1 comentário:
De Aristides a 24 de Maio de 2006 às 21:58
Tenho andado tão distraído que não me apercebi da recusa. Só vem confirmar a minha ideia de que ainda há Homens que merecem a maíuscula, que ainda há dignidade. Aliás, isso vindo de Luandino Vieira não é surpresa nenhuma.
Desculpem-me a presunção (que não é), mas a melhor homenagem que se lhe pode prestar é ler um ou mais dos seus livros. A leitura não é fácil, ele é um inventor da língua, mas vale a pena!

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